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domingo, 15 de dezembro de 2013

Aberta em Luanda nova penitenciária

 província de Luanda dispõe de uma nova unidade prisional, com capacidade para 1.500 reclusos, situada na aldeia de Cabembeia (Calomboloca), município de Icolo e Bengo, e foi inaugurada pelo secretário de Estado do Interior, Eugénio Laborinho.
O novo estabelecimento prisional, construído no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) de 2012, conta com 80 câmaras de vigilância e três blocos prisionais (cada bloco alberga 500 reclusos), totalizando 1.500 lugares.
A penitenciária dispõe ainda de um bloco administrativo, uma secção académica com quatro salas de aulas, sala de informática, biblioteca, cozinhas, parlatórios, lavandaria, um posto médico com quatro salas de internamento e campo multiusos.
Erguida em 15 meses por uma empreiteira de construção civil chinesa, a nova cadeia conta igualmente com selas disciplinares e salas para advogados e psicólogos. A sua construção vai minimizar a questão da superlotação nas cadeias de Luanda.
Na penitenciária vão ser criadas outras áreas de formação técnico-profissional, de acordo com o director nacional dos Serviços Prisionais, comissário Domingos Ferreira de Andrade.
O secretário de Estado do Interior percorreu todas as áreas da infra-estrutura e salientou, no final, que ela representa um esforço do Executivo para melhorar cada vez mais as condições de habitabilidade dos reclusos no país.
Eugénio Laborinho procedeu também à entrega de sete viaturas para servir o estabelecimento, sendo dois camiões cisterna, dois miniautocarros, igual número de ambulâncias e uma carrinha. O Executivo está a criar condições para uma efectiva melhoria das condições de habitabilidade dos reclusos, através do plano de reabilitação e criação de novas infra-estruturas prisionais em todo o país, afirmou na sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado do Interior.
Eugénio Laborinho, que discursava na inauguração da nova unidade prisional de Calomboloca, com capacidade para 1.500 reclusos, anunciou, para o próximo ano, a entrada em funcionamento de mais estabelecimentos penais.
A propósito das rixas entre reclusos que têm ocorrido nos últimos tempos, disse haver toda a necessidade da criação de condições para que o recluso se sinta seguro num estabelecimento prisional. A província de Luanda tem actualmente mais de seis mil reclusos, entre condenados e detidos.
Assistiram à cerimónia o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, altos funcionários do Ministério do Interior, altas patentes da corporação, entre outros membros da sociedade civil.

Condenação dos actos

O presidente do Tribunal Supremo, Cristiano André, condenou na sexta-feira, em Malange, os actos de agressividade de alguns reclusos que têm provocado cenas de vandalismo e rixas nos estabelecimentos prisionais do país. O magistrado, que falava durante um encontro com a população penal da Comarca de Malange, referiu que a rixa desencadeada pelos reclusos daquela cadeia, em Agosto deste ano, destruiu equipamentos muito importantes para o seu funcionamento.
Cristiano André afirmou que as condições de habitabilidade, saúde, alimentação e segurança das cadeias estão a mudar para melhor e aconselhou os reclusos a terem um bom comportamento, para que essas condições sejam melhoradas.
O Governo, explicou, está a trabalhar no sentido de humanizar os serviços prisionais de todo o país, para uma boa reeducação e reintegração dos reclusos na sociedade. “Há esforços que estão a ser feitos para que todos os dias se melhorem as condições dos presos”, assegurou.
Em relação às inquietações apresentadas pelos reclusos, sobretudo a falta de certidões de sentença, proposta de prisão condicional e prisão preventiva, garantiu que vai ser tudo analisado com os órgãos competentes, para a devida solução dos casos.
“Os problemas apresentados aqui vão ser examinados junto dos juízes e procuradores, para que se encontre um meio-termo nos tribunais onde os réus foram condenados, para possíveis soluções”, garantiu Cristiano André.
A direcção dos serviços prisionais de Malange tem actualmente sob a sua alçada 939 reclusos, dos quais 690 são condenados e 249 detidos. Este ano, 28 reclusos beneficiaram de liberdade condicional e outros 15 gozam periodicamente de passe extra-penal.
A situação operativa disciplinar é considerada calma e controlada, apesar da falta de alguns meios operativos, como detectores de metais, sistema de vídeo, bastões eléctricos, spray neutralizante e equipamentos de comunicação.
O presidente do Tribunal Supremo, que terminou ontem uma visita de três dias a Malange, manteve encontros com o governador Norberto dos Santos, com o juiz do Tribunal Provincial, Félix Alexandre Sebastião, com magistrados judiciais, funcionários e com a coordenação dos órgãos que intervêm na administração da Justiça.
Além da cadeia da Comarca de Malange, Cristiano André visitou igualmente o Tribunal e a Procuradoria Provincial. Antes de deixar aquela província, deslocou-se ao município de Cacuso.

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