FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA DE VALETE(RAPPER)

VALETE (RAPPER)
Nasceu a 14 de Novembro de 1981 em LisboaPortugal. Começou por residir em Benfica, depois foi morar para a Arroja, voltando depois a Benfica, tendo-se após isso mudado para a Amora e finalmente fixando-se na Damaia.
Em 1997 iniciou a sua actividade musical e com Adamastor e Bónus formou o Canal 115 e mais tarde a Horizontal Records. Nesse mesmo ano e ainda com 16 anos começou a ser convidado para as mix-tapes lançadas por Djs como Bomberjack e Cruzfader. Actuou com Canal 115 durante 2 anos em vários concertos pelo país, até que fez um interregno para se dedicar mais aos estudos, tendo-se mais tarde licenciado em Economia pelo ISEG. Em 2002 regressou com o álbum "Educação Visual", lançado de forma independente. Valete, que antes deste álbum era mais conhecido como um freestyle e battle mc, pôde mostrar em "Educação Visual" uma linha de rap de cariz social que muitos não lhe reconheciam. Na música Anti-Herói define-se como um "Trotskista belicista" (faixa do álbum "Serviço Público").
Em 2006 lançou "Serviço Público". Actualmente divide o tempo entre uma carreira profissional como empregado no departamento comercial de uma empresa de recursos hídricos e a gestão de uma panificadora, que em 2007 abriu em São Tomé e Príncipe.
Participou em 2010 no projecto Diversidad que juntou diversos rappers europeus.

Discografia

Participações em álbuns

  • Compilação "Poesia Urbana Vol.1" (2004)
  • "Nação Hip Hop 2005" com a música "Fim Da Ditadura" (2005)
  • "Primeiro Kombate"
  • "Pratica(mente)" de Sam The Kid(2006)
  • "Arrastão Verbal" de DJ Núcleo (2007)
  • "Nação Hip Hop 2007" com a música "Revelação" (2007)
  • Compilação "Adriano Aqui e Agora: O Tributo" (2007)
  • "Babalaze" de Azagaia (2007)
  • "V.I.D.A." de Sanryse (2007)
  • "Nação Hip Hop 2008" com as músicas "Os Meus" e "Baza Correr Com O Paulo Bento" (2008)
  • "Portfólio" de Royalistick (2008)
  • "Preto no Branco" de Boss AC (2009)
  • "Hard Core" de Dji Tafinha (2009)
  • CD "Na Linha Da Frente" (Maio/2010) de GPRO - Com As Músicas "G.P.R.O" e "Karaboss Remix"
  • "Projecto Diversidad" (2010)2
  • "Cubaliwa" de Azagaia (2013) na música países do medo.

Participações em mixtapes

  • Mixtape "Reencontro do Vinil Vol. 1" (Janeiro/1998) de DJ Bomberjack - um tema
  • Mixtape "Reencontro do Vinil Vol. 2" (1998) de DJ Bomberjack - três temas, sendo um deles (Reflexão) com participação de Bomberjack e outro (Injecção Letal) com Adamastor
  • Mixtape "Volta a Dar Cartas em 99" (1999) de DJ Bomberjack - participa num tema
  • Mixtape "Freestyle Connexion" em 02 de DJ Bomberjack - participa num tema
  • Mixtape "Colisão Ibérica" em 00 de DJ Bomberjack - participa num tema
  • Mixtape "Lisboa-Porto Connection" (1999) de DJ Cruzfader
  • Mixtape "Tuga Mix" (1999) de DJ Cruzfader
  • Net-tape "Zeb Tape 4 (rap tuga vs rap fr" (2007) - um tema
  • Mixtape Kara Davis (2008)- Regula
  • Mixtape "Tuga x France Connection" (2009) de Zeblak - participa num tema
  • Net-tape "Zeb Tape 7" (2009) Religião d'um anti-herói da rua - com Royalistick no remix do Zeblak (+ o clip bonus)
  • "Primeiras linhas" de Kriba, mixtape prevista para Dezembro de 2013. Conta com a Presença de Regula e Sam The Kid.

O Mundo Muda a Cada Gesto Teu

Este som é a re-mistura do Break U,
Podemos chamar esta re-mistura de:
"O mundo muda a cada gesto teu"
Assimila bem estas palavras,
Espalha esta mensagem pelos teus manos bro.
O mundo muda a cada gesto teu
(O mundo muda a cada gesto teu)
Será que consegues viver assim sem remorsos,
Quando vês a fome a adormecer aqueles olhos,
Quando vês o sangue a alagar a terra daqueles povos,
E a deixar tudo resumido a desespero e destroços,
Será que ouves os gritos que o sofrimento não cala,
dessa gente que vive entre insónias e estrondos de
balas,
Será que sentes a pulsação do planeta, desacelera,
porque o teu amor por ele nunca chega.
O que é que há para sorrir quando meio mundo sangra?
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me o que é que há pa celebrar quando o mundo tá de
luto?
Delegas poderes aos políticos mas eles são camaleónicos,
Não representam as nossas massas anónimas,
Eles representam corporações económicas,
Que representam lucro acima dos Homens,
Tu podes ser a mutação a cura e a salvação, lembra-te,
Não há revolução sem a tua contribuição, (Não há),
Partilha o afecto porque há sempre alguém que tu
ajudas,
Espalha a verdade porque há sempre alguém que tu
educas,
Denuncia o mal porque há sempre alguém que te escuta
mano,
Há sempre alguém que te segue quando acreditas na
luta,
Muda tu o mundo não fiques à espera de Deus,
O mundo muda a cada gesto teu,
Isto não é nenhuma sugestão pa tu seres o maior
revolucionário do mundo,
Não é nenhuma sugestão pa tu seres um Che Guevara ou
um zapata,
O mundo muda a cada gesto teu,
O mundo também muda com as pequenas coisas que tu
fazes mano,
Se tu fores sempre verdadeiro com os teus manos,
Se tu passares boas vibrações aqueles que te rodeiam,
A probabilidade de eles te retribuírem da mesma forma é imensa,
Mas se tu fores falso, e distribuíres ondas
negativas pelas pessoas,
É muito provável que eles te atinjam com mais
negatividade ainda,
O mundo tá conectado mano,
Cada gesto teu influencia o gesto do outro,
Cada gesto teu é um exemplo pó outro,
Amor gera amor,
Ódio gera ódio,
E a revolução ás vezes passa por tu seres um bom pai,
Um bom amigo, um bom filho, um bom Homem, um bom
cidadão,
Isso faz muita diferença,
O mundo muda a cada gesto teu,
(O mundo muda a cada gesto teu),
Mano o mundo muda a cada gesto teu,
Dá o que tens de ti e não esperes por Deus,
Não há revolução sem a tua acção,
Olha cada Homem como um teu irmão,
Nutre amor por cada ser e cada povo,
O caminho só acaba quando formos todos,
Um só, um só, um sóóóóóóóó

DICOGRAFIA DE BOSS AC PARA OS AMIGOS-2012

BOSS AC PARA OS AMIGOS-2012
No seu quinto trabalho de originais podemos contar, como sempre, com os instantâneos do real na sua janela aberta para o universo que nos rodeia. Os seus motivos e as suas influências parecem respirar dentro de cada um de nós, onde AC construiu os seus alter-egos que contam histórias da vida real.
Quando falamos de Boss AC, estamos à espera de encontrar a força da sua escrita sem subterfúgios e uma capacidade invulgar de transformar sentimentos e emoções em palavras que passam para o papel em forma de rima. Para o constatar não precisávamos deste novo “AC para os amigos”. AC já está por cá há tempo suficiente para garantir o selo de qualidade naquilo que canta e naquilo que escreve. E sempre que escreve tem coisas certas para nos contar.
Na autobiografia que desvenda a cada disco, arrisca dar-nos a sua perspectiva de vida e da sociedade que o rodeia, sem nunca temer o que diz. O mundo sempre foi a sua paleta de cores onde encontrou inspiração. E como o mundo muda, AC muda com ele. Mudam os tempos, mudam as vontades, mudam os temas e mudam as verdades.
No seu quinto trabalho de originais podemos contar, como sempre, com os instantâneos do real na sua janela aberta para o universo que nos rodeia. Os seus motivos e as suas influências parecem respirar dentro de cada um de nós, onde AC construiu os seus alter-egos que contam histórias da vida real.
Depois vem a sua música sempre em busca de novos horizontes, sempre à procura de novas sonoridades, sem tempo para se repetir. Desta vez apresenta alguns registos totalmente gravados em estúdio pela sua banda de suporte, a “Tropa” que o acompanha nos espectáculos ao vivo desde 2003, o que volta a elevar a sua intuição musical e a capacidade criativa para novos níveis de qualidade. Como sempre a sua música não tem barreiras e passa por muitos sabores e muitas viagens. Num momento vamos à cumbia de Cuba em “Dor de Barriga” com Raúl Reyes, e no outro estamos a dar um abraço ao Atlântico com Gabriel o Pensador que traz as cores do Brasil em “Um brinde à Amizade”. Também passamos por fases introspectivas e intimistas como em “Problemas de confiança” e momentos de empolgamento a lembrar o Gospel Americano, apelando à capacidade de vencer em “Tu és mais forte” que conta com os Shout! numa brilhante participação.
Abrir e sentir este “AC para os amigos” é como folhear um guião imaculado da vida como ela é. A crítica social está presente em várias ocasiões, como em “Sexta-Feira (Emprego Bom Já)”, o primeiro single de avanço, com foco nas dificuldades da precariedade social, ou em “Tástabater”, um tema divertido sobre o mundo maravilhoso daqueles que vivem das falsas aparências. Também contamos com essa fonte inesgotável de inspiração que é o amor e as suas piruetas em “Deixou-me” com Rui Veloso a assumir os refrões numa canção a fazer lembrar o ritmo da chula portuguesa e batuque cabo-verdiano, e em “You’re My Baby” onde AC, alguns anos depois, volta a cantar também em Inglês, com Dehbora Gonçalves como convidada.
São todos estes ambientes, bem misturados e na medida certa, que tornam “AC para os amigos” numa história com um final feliz, de um “Gajo Normal” que fez um grande disco!

BIOGRAFIA DE BOSS AC

Um dos pioneiros do rap em Portugal, dono de uma extraordinária capacidade de descrever sentimentos e de os transformar em música, Boss AC, um assumido melómano, invulgarmente ecléctico, teve sempre o mérito de arriscar ao procurar novos horizontes e quebrar barreiras do género Hip Hop. Muitos milhares de discos vendidos, centenas de espectáculos realizados um pouco por toda a parte, tudo conquistado pelo seu inegável talento. A caminho do quinto álbum de originais, a sua música já percorreu os cinco cantos do mundo, mas continua a medir o sucesso por tudo o que ainda falta fazer.
Lançou-se nas composições musicais no final dos anos oitenta, quando ainda era adolescente e vivia no centro de Lisboa, onde a cena emergente se reunia para dar início ao movimento Hip-Hop, influenciado pela cultura Norte Americana e pelas sonoridades que chegavam, do outro lado do Atlântico. Num conjunto restrito de jovens que procuravam demonstrar as suas qualidades, Boss AC cedo revelou o seu invulgar talento.
De origens cabo-verdianas, filho da cantora Ana Firmino, o seu primeiro registo discográfico remonta ao ano de 1994, com a sua participação em "Rapública", compilação que reunia a nata dos então rappers nacionais. De todos eles é, ainda hoje, dos poucos que continuam a assinar sucessos no rap nacional.
O álbum de estreia, "Mandachuva", de 1998, gravado nos Estados Unidos, revelou uma maturidade rara e prenunciou o redefinir de novos caminhos na música de AC e do Hip Hop nacional.
Nos anos que se seguiram viveu experiências diversas - produziu, promoveu espectáculos e edições discográficas, compôs música para televisão ("Masterplan" e "Último Beijo") e cinema ("Zona J" e "Lena") e teve ainda tempo para participar em trabalhos de alguns dos maiores vultos da música nacional - como Xutos & Pontapés ou Santos e Pecadores, entre outros.
O seu segundo álbum de originais, de 2002, "Rimar Contra a Maré" - inteiramente gravado, produzido e misturado pelo próprio autor - foi um disco porventura mais autobiográfico e introspectivo, revelando uma faceta mais adulta do artista que se aventurou definitivamente na fusão com músicas luso-africanas de raiz mais tradicional.
O sucesso de "Rimar Contra a Maré" ultrapassou as fronteiras, reflectindo-se, por exemplo, na nomeação do videoclip de "Dinero", para os African Video Awards, na categoria "Melhores Efeitos Especiais, no consagrado canal sul-africano "Channel0", uma espécie de MTV africana.
Incansável na busca de novos desafios à sua capacidade criativa, Boss AC continua a embarcar em mais algumas surpreendentes aventuras, nomeadamente reforçando o seu papel de produtor. E de aventura em aventura, chega 2005, "Ritmo, Amor e Palavras" e a consolidação de um sucesso anunciado.
Se 2005 foi o ano em que Portugal se abriu para o Hip Hop, confirmando-o enquanto nova orientação cultural das gerações emergentes, foi também o ano de Boss AC. A materialização do sucesso começou com a edição de "Ritmo, Amor e Palavras", o terceiro registo de originais, um disco que se assume como uma poderosa declaração de amor, feita de ritmos e palavras e que reúne uma impressionante galeria de colaboradores dos mais diversos quadrantes, onde se destacam figuras como Pos (Plugwon) dos americanos De La Soul, Da Weasel, Sam The Kid e Pedro Aires Magalhães, entre muitos outros. A edição viria a saldar-se num estrondoso sucesso comercial. Em Agosto "R.A.P." já era Disco de Ouro e em Outubro atingiu a notável marca de Disco de Platina, tendo vendido cerca de 40.000 unidades. Dentro do género do Hip-Hop foi, nesse momento, um dos três discos mais vendidos de sempre em Portugal! O single de estreia, "Hip-Hop (Sou eu e és tu)", ascendeu rapidamente aos primeiros lugares nos Tops, liderando as preferências em media como MTV Portugal, Cidade FM, e Antena 3, entre outros. Integrou, ainda, a banda sonora dos programas de TV com maior audiência nacional e entrou em múltiplas colectâneas editadas durante 2005.
Merecedor de uma crescente aceitação e exposição mediática, Boss AC passou à estrada, passando por alguns dos principais palcos e festivais nacionais, culminando no dia 1 de Outubro com a abertura perante um Pavilhão Atlântico esgotado para um dos maiores nomes do Hip-Hop internacional: 50 Cent. Este partia desmesuradamente em vantagem, mas a crítica foi unânime: Boss AC foi a estrela da noite!
Como corolário lógico de um ano de afirmação a todos os níveis, em Setembro de 2005 surgiu a nomeação para os prémios da MTV European Music Awards, na categoria de Best Portuguese Act. Mais do que um prémio simbólico, esta nomeação foi o natural reconhecimento por parte da comunidade musical portuguesa, por uma carreira ponderada, marcada pelo equilíbrio e, sobretudo, por um grande talento.
Como consequência lógica deste sucesso, Boss AC realiza espectáculos nos Coliseus do Porto e de Lisboa. Nunca um artista nacional da área do Hip-Hop se tinha aventurado a solo nos palcos dos Coliseus. Mais do que se tornarem um marco na carreira do artista, foi pretendido que estes espectáculos fossem únicos e irrepetíveis também para o público que teve o privilégio de os ver. A banda de suporte foi alargada com um trio de metais e dois percussionistas e os convidados musicais de áreas bem distintas (Gutto, Rui Veloso, Vitorino, Berg, Pac Man, Virgul, Sam The Kid e Ana Firmino), ajudaram a criar uma grandiosa festa. O desafio foi ultrapassado com distinção, com ambas as salas esgotadas de um público vibrante e envolvente.
Lançadas as guias de rumo para a Tour 2006 e depois de ultrapassados os Coliseus, foram inúmeros os espectáculos realizados por todo o pais e a presença nos principais festivais realizados em Portugal, onde teve a oportunidade partilhar o palco com alguns dos maiores artistas nacionais e internacionais.
Em Maio de 2006 realiza-se a gala de entrega dos prémios Globos D'Ouro da revista Caras, um dos principais galardões nacionais (cuja votação é feita pelo público) e que distinguem as personalidades do ano, ligadas às diferentes áreas (música, cinema, teatro, desporto, etc). Boss AC esteve nomeado para dois prémios: melhor artista e melhor canção, com o tema "Princesa (Beija-me outra vez...)", e se o primeiro acabou nas mãos de Mariza, no segundo foi o grande vencedor.
A MTV Portugal, pelo segundo ano consecutivo, nomeou Boss AC para Best Portuguese Act nos MTV European Music Awards, num prémio que acabaria por ser ganho pelos Moonspell.
Durante os anos seguintes, Boss AC manteve-se "na estrada", concluindo a sua Tour R.A.P. e continuando a participar em grandes eventos, espectáculos e produções de outros artistas portugueses.
Em 2007, participou na edição portuguesa do disco de um dos maiores rappers Norte-Americanos: Akon. O tema "I Wanna Love You", que na versão americana tinha a presença de Snoop Dogg, contou com a sua participação. Para o efeito escreveu e interpretou um nova letra na língua de Camões. Tal como nos Estados Unidos, essa canção foi um dos primeiros singles extraídos do disco, obtendo enorme aceitação por parte do público, bem como um excelente air play.
Ainda nesse ano, a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu Boss AC com o galardão de "Autor Jovem do Ano", numa cerimónia que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, e que serviu, também, para galardoar a carreira da escritora Lídia Jorge.
No final de 2007 AC entrou em estúdio e começou a compor aquele que seria o seu quarto disco de originais.
Pronto no final de 2008, "Preto no Branco" que conta, novamente, com um excelente conjunto de convidados (Mariza, Toni Garrido, Olavo Bilac, Valete, Tó Cruz, entre outros...), seria posto à venda em Março de 2009 e saltaria de imediato para o Top dos discos mais vendidos em Portugal. O tema "Estou Vivo", que originou um vídeo gravado em Macau, integrou os tops das principais play lists nacionais.
O vídeo do segundo single - "Acabou" - teve a produção da Stopline Films de Leonel Vieira e contou com um extraordinário elenco de "colunáveis" na sua rodagem. No final de 2009, deslocou-se à costa oeste dos Estados Unidos, onde gravou o vídeo do tema "I Don't Give a..." em Los Angeles, Las Vegas e no Grand Canyon.
A Tour Preto no Branco, iniciada em 2009 e terminada no final de 2011, levou-o novamente a percorrer Portugal e Ilhas assim como a participar em alguns dos maiores festivais de Cabo-Verde e Angola.
Participou em duas edições do festival Rock In Rio, no palco Sunset. Em Maio de 2010, em Lisboa, dividiu o palco com o angolano Yuri da Cunha e no Rio de Janeiro em Setembro de 2011, teve a oportunidade de criar duetos com a brasileira Paula Lima e o norte-americano, Afrika Bambaataa.
Nos últimos seis meses de 2011 dedicou-se a compor e gravar aquele que virá a ser o seu quinto álbum de originais, com o nome "AC para os amigos" e  que tem edição marcada pela Universal para o dia 6 de Fevereiro.
No dia 11/11/2011, às 11:11 lançou na sua página oficial do Facebook o single de avanço "Sexta-Feira (Emprego Bom Já)" que teve excelentes críticas e foi muito bem recebido pelo público. O vídeo oficial, alcançou mais de duzentas mil visualizações logo no primeiro mês.BIPO

Hip Hop (Sou Eu e És Tu)

BOSS AC
"Hip Hop (Sou Eu e És Tu)"
A inveja é um sentimento muito feio
Mete na cabeça que não estou aqui a competir num torneio
Não é andar aos empurrões para ver quem chega primeiro
E ser verdadeiro , não é imitar o que vês na tv o dia inteiro
Não é por eu ter contrato , que és mais real do que eu
Tu não sabes nem metade do que já me aconteceu
Hip Hop não é banda sonora de um crime
E se pensas que ser thug impressiona, enganas-te deprime
Se pensas que para chamar a minha atenção tens q falar mal de mim
Enganas-te outra vez porque eu não funciono assim
Hip Hop é dar propz a quem quer que os mereça
Hip Hop é ouvir este granda beat e abanar a cabeça
Breakdance , Graffiti, DJ , MC
Beatbox, street wear , rimar no m.i.c.
É a discoteca a deitar por fora , o people com as mão no ar
É o DJ a mixar a pôr a tropa a dançar
Hip Hop don’t stop , traz a tua crew a festa é aqui
DJ, B-Boy , ouvinte ou mc , Hip Hop sou eu e és tu
Hip Hop don’t stop, põe as mãos no ar, sente o beat
Throw your hands up and move your feet
Boss AC sou eu e és tu
Hip Hop é a gasosa que me faz andar
É o Sol lá em cima á noite é o meu luar
É a razão yo de eu estarmos aqui
Hip Hop é usar um nome que não estava no B.I.
Vestir XL usar chapéus ao contrário
Hip Hop é usar palavras que não vem no dicionário
É acordar ás tantas para fazer um granda beat
È copiar os passos de dança do Beat Street
É dizer o que mais ninguém diz
É não ter dinheiro mas mesmo assim ser feliz
É ouvir um som e ficar tipo em transe
É uma definição que não está bem ao nosso alcance
É passar numa rua e deixar lá um tag
Hip Hop é desafiar o MC que se segue
É modo de vida, modo de ser , modo de estar
Hip Hop é o que sou e o que sou vou continuar...
Hip Hop é teres o direito de discordar do que quiseres
E não é menos Hip Hop só porque falas de mulheres
De certa forma Hip Hop é estar na política
Não aceitar tudo calado, é desenvolver consciência crítica 
O som que analiza , critica , contesta
Não te esqueças que Hip Hop também é festa
Ritmo e poesia é o que nos caracteriza
E quem não sabe dançar dançar improvisa

A VIDA

RAP 703
Este mundo tem sentido?
Olhe com seus olhos aflitos
Este mundo tem sentido?
Olhe com seus olhos aflitos
Gente na rua, passando fome,
e você ainda diz que todo mundo come
Olhe aquele homem, sofrendo no chão,
Que luta pela vida para conseguir um pão
Veja a mulher, procurando no lixo
Algo que alimente todos os seus filhos
E você ainda diz que ninguém sofre?
Hã! E ainda tem pobre!
Este mundo tem sentido?
Olhe com seus olhos aflitos
Este mundo tem sentido?
Olhe com seus olhos aflitos

HISTÓRIA DE MAC D. O MURMUR-YO

A história de Mac D. não está isolada no mundo do Hip-Hop, pois, é impossível falar deste MC sem citar nomes como: Kay B. e Família Eterna, por exemplo. Nascido aos 14 de Maio de 1984, no Lobito, sua jornada começou na primeira metade dos anos ’90 e com os Kay B., primeira crew oficial de Murmur-Yó, na altura com 12 anos mais ou menos. 

O Grupo Kay B foi fundado aos 27 de Agosto de 1997 no Bairro da Caponte, no Lobito e na altura faziam parte da Crew vários mc’s como: o Bob Ló, P. Snake, Candy Mour e Narrador Kanhanga. Antes, este MC da Kay B., já havia adoptado nomes como: Farinha, Fax e Tim e quando começou a cantar (com os Kay B.), era o Mac Dougall. O nome Mac Dougall foi extraído de um livro inglês que ele lia e era um personagem que tinha quase as mesmas características comportamentais suas. Daí a adopção do mesmo nome. 

Os Kay B. foram influenciados pelos SSP, Afroman, Kool Kleva, Phathar Mak, Gabriel o Pensador, Boss AC, Black Company, Tupac Shakur, Will Smith, Snoop Dogg, Heavy D., e outros…, artistas mais difundidos naquela época em Angola. Na altura e sem muitos conhecimentos sobre o Hip-Hop, limitavam-se apenas em “imitações” desses pioneiros do estilo melhorando a medida que o tempo passava e aumentando os conhecimentos. 

A reviravolta ocorreu no princípio do ano de 2001 quando Mac ingressou na Universidade. Ainda em fase adolescente, tomou contacto com a realidade, aliás como a maior parte dos indivíduos nesta fase, de uma forma muito repentina. Tinha o sonho de ser Engenheiro de Petróleos mas devido a escassez de universidades na região naquela altura foi “obrigado” a matricular-se no ISCED de Benguela da Universidade Agostinho Neto, frequentando o curso de Matemática pois as condições financeiras de seus pais e a sua idade não eram satisfatórias para que estudasse fora do alcance deles. Nessa altura, frustrado com a situação e com a impressão de ser incompreendido, escrevia canções ocultas falando desse assunto e criticava tudo o que lhe parecesse errado, desde problemas com amigos, colegas e sua família, principalmente os seus pais. Era como um desabafo para o papel escrever sobre esses assuntos. Tratava-se de um murmurador que reclamava sem que as pessoas dessem conta. 

Mais tarde conheceu o outro lado da moeda, o Rap de carácter revolucionário. Teve acesso à músicas como as de Mc K, Keyta Mayanda, Leonardo Wawuti, Conductor, Flagelo Urbano, Projecto Ondjango, Supremo Regimento, Wima Nayobi, Mujinga, Filhos da Ala Este, Nas (God’s Son) etc., etc… e tudo parecia fazer mais sentido. A partir daí e influenciado por esses novos mc’s, em vez de murmurar falando apenas de seus problemas, falava agora dos problemas dos angolanos e do mundo. Interessava-se por ajudar os outros preocupava-se com melhorias, com músicas de intervenção social, com activismo. É por isso que em vez de se apelidar de Murmurador, ele preferiu ser o Murmúrio, assim ele seria a personificação dos problemas, mágoas e sofrimento de todos, a partir de suas músicas representando todos aqueles que não têm voz ou coragem para expor e reclamar dos seus direitos. 

Usualmente escreve Mac D. (que provém de Mac Dougall; ocultou o Dougall para evitar o uso de estrangeirismo) o Murmur-Yó (gíria de rua que significa Murmúrio; o Yó aparece para realçar uma das expressões mais usadas no Rap) 

A partir daí fez um pacto consigo mesmo e prometeu ajudar a levantar o movimento Hip-Hop no Lobito em detrimento de uma carreira artística à solo que nunca fora o seu objectivo. Fez parte da 1ª grande Family de Hip-Hop no Lobito, a SUPREME SCHOOL e de seguida, a HIP-HOP SCHOOL de onde tornou-se mais notabilizado como MC por causa de seu flow e estilo inigualável quando participou na música da family que se tornou um hino nas ruas do Lobito. 

Até aí, as suas gravações eram todas feitas analogicamente em cassetes (K-7), sendo porém a “Kay B”, a primeira música em CD que Mac D. gravou, em 2002, e a seguir, “Livrório Aberto” e tantas outras, todas acompanhadas de seu grupo, os Kay B. 

Em 22 de Março de 2003, fundou no bairro da Caponte, na companhia de seus amigos, a FAMÍLIA ETERNA, da qual era o presidente, composta de diversos grupos e artistas à solo como: os Kay B., Gritos da Liberdade, New Star, 350 Volts, Aliança Clandestina, MC’s Dispersos, Nigga C. e tantos outros. Ministrava palestras e aulas sobre diversos temas à volta do Hip-Hop e não só. 

Fundou ainda uma produtora independente, a Ur-Yó Produções e em 2005 compilou os sons dos elementos da FAMÍLIA ETERNA para lançar no mercado a colectânea “Primeiro Degrau”, na altura o primeiro trabalho oficial de Rappers no Lobito. 

Dado o reconhecimento e seu empenho para o desenvolvimento da cultura Hip-Hop no Lobito, o que se seguiram foram diversas solicitações para participações em espectáculos locais, participações em músicas, produção de instrumentais, captações e mistura de voz, participação em projectos na província e lugares como Cabinda, Lubango, Luanda e Huambo sendo tudo isso foi feito à BORLA. É o MC mais dinâmico de toda Família Eterna, quiçá do Lobito. Apesar disso tudo, até agora, mesmo tem preferido a vertente Underground como forma de actuação, sem objectivos lucrativos, quer dizer, tudo por amor à camisola! 

Em 2009, lançou a mixtape em espécie de compilação de músicas de Rappers só do Lobito denominada “A Recolha Vol. 1” e em 2010 iniciou um projecto de pesquisa universitário em conexão com a Universidade de São Paulo (Brasil) e FUNDACE sobre as causas da discriminação e insucesso da cultura Hip-Hop. 

Só em 2011 decidiu aparecer à solo com a sua primeira mixtape intitulada “Eu Tive Que Vir”. O título sugere ser mais uma maneira que o rapper encontrou para enaltecer o movimento Hip-Hop no Lobito. 

Hoje, Mac D. o Murmur-Yó, é mais do que um MC. É bancário e professor de Matemática de profissão; Licenciado em Ciências da Educação, especialidade de matemática é estudante do mestrado profissional em Gestão de Organizações, é produtor, realizador de eventos e muito mais, tornando-se portanto referência obrigatória no Hip-Hop da qual lhe valeu o título de Messias do Hip-Hop do Lobito. 

BIOGRAFIA DE KID MC

Biografia
Nascido na Província de Huila, Angola em 1986, conviveu desde a infância com a guerra civil instalada em seu país.
Em 1992 mudou-se para Luanda, onde teve o seu primeiro contacto com as artes e a música, formando-se através de uma instituição capacitadora.
Em 1998 influenciado por seus irmãos, passou a interessar-se pelo Rap, tendo como referência rappers americanos.
O Hip-Hop começava assim a ocupar um lugar especial em sua vida, e foi então que em 2002, o jovem Kid Sebastião Manuel, munido de algumas composições próprias, forma junto com alguns amigos o grupo “Aliança do Subsolo”…
Em 2006, Kid e seu amigo “Vulkaum”, ambos ex-integrantes do Aliança do Subsolo, arriscam um trabalho em duo e lançam “2 por 1 e 1 por 2”.
Era um tempo de descobertas para Kid e novas experimentações não paravam de brotar em sua mente. Assim, um ano mais tarde ele arrisca novamente em seu extinto e embarca numa carreira solo rumo ao sucesso, se tornando um dos principais MCs de seu país: eis que surge então “Kid MC”.
Em 2008, Kid assina com a independente Mad Tapes do renomado produtor angolano Samurai, e lança “Caminhos”, trabalho que conta com a produção dos principais nomes de Angola como “Condutor, Level Khronico, Mad Contrário, Flagelo Urbano, DH, Raiva, Boni, Wagisa e com as vozes de BZB, Marília, Dilman, Gri MC e Andrónico MC”.
Seu primeiro show a solo foi um sucesso, com casa lotada no Xã de Caxinde (Sala de Concertos em Luanda - Angola), onde a sua primeira legião de fãs se fez presente vibrando e cantando as letras de Kid Mc.
Popular entre os adeptos do Movimento Angolano, em 2009 foi a vez da mixtape “Breves Considerações”, que consolidou o nome do rapper junto ao grande público, após ter atingido às paradas musicais das radios, seguido de um grandioso show que lotou por completo o Cine Karl Marx (Sala de Concertos em Luanda - Angola)
Contundente em suas letras, Kid MC rebusca a essência do verdadeiro Hip-Hop pregado por Afrika Bambaataa e o associa a críticas cortantes como se pode ouvir em “O Incorrigível”, faixa principal de seu mais recente album com o mesmo nome.
O projecto contém 18 faixas inéditas e conta com as participações inusitadas de MC K, Dilman, Lancelot, Fly Skuad, Drunk Master, Dapima, Eliei, Lucássio e DJ Nel Assassin.
O album é lançado oficialmente a 18 de Dezembro de 2010 na Praça da Independência (Luanda), gerando a maior enchente já vista por um artista angolano naquele espaço de comercialização de obras discográficas. Foram mais de 20 mil o número de fãs de Kid Mc que apareceram no local para adquirir o tão esperado album.
Em Março de 2011, ainda sentindo o enorme feedback do “O Incorrigível” e a crescente popularidade de Kid Mc, a Mad Tapes aposta num grandioso concerto no Pavilhão da Cidadela para a apresentação ao vivo do projecto. Mas uma vez o grande publico (mais de 15 mil), na sua maioria jovens, lotaram o recinto, provando e tornando assim o nome Kid Mc, numa das maiores referencias do Hip Hop Angolano.
Seguiu-se assim um grande número de shows pela cidade de Luanda, e uma Tour por Angola, onde o artista fez chegar o seu trabalho e performance a outras províncias do país, e onde foi igualmente recebido por inúmeros fãs que não deixaram de mostrar a admiração que têm pelo artista.
Ainda em 2011, Kid Mc ganha o 3º Lugar no “Top dos Mais Queridos”, uma gala de premiação conceituada em Angola, onde o país todo vota para apurarem os cantores mais populares.

Neste momento, Kid Mc continua a dar shows por Angola, e prepara o lançamento do tão aguardado álbum “Sombra”, a ser lançado dia 07 de Setembro 2013.

Discografia:

Caminhos (Álbum) 2008
Breves Considerações (Mixtape) 2009
O Incorrígivel (Álbum) 2010
Sombra (Álbum) 2013

Imprensa em guerra com o rapper AZAGAIA


08-02-2010 09:20


Ao noticiar o clima de tensão que foi a performance de Azagaia no show de Kid MC, o jornal privado moçambicano " O público", exagerou fazendo destaque em capa de jornal com o título "Azagaia escapa assassinato" uma situação que deixou os fãs e os "cotonetes" bem preocupados. Não se tendo verificado nenhum atentado a sua pessoa, Azagaia disse-nos que sente a necessidade esclarecer ao povo angolano sobretudo, que sentiu-se bem recebido e em momento algum sentiu-se intimidado. Quanto ao jornal privado, Azagaia em entrevista ao programa "Atrações" da Tv Miramar, mandou um "manguito" (um faki you gestual) para toda equipa do jornal e isso deixou a redacção do "O público" bem mais irritado e agora investigam a fundo sobre sequelas do show de Kid Mc, foram publicados artigos como "Azagaia proibido de entrar em Angola", e muito outras, fomos investigar algumas das afirmações que o jornal fez, e ainda estamos a procura de informações, infelizmente o jornal não mentiu, houve sim uma chamada de atenção quanto a natureza de show sobre a realização ou suporte da Sank Eventos, mas NÃO CONFIRMAMOS que Azagaia esteja proibido de entrar em Angola, os últimos acontecimentos políticos e desportivos roubaram a maior atenção e preocupação do governo angolano ao ponto de não terem dado importância a isso, mais continuamos a investigar já que não há fumaça sem fogo.

ORIGEM E RAÍZES DO HIP HOP

As Raízes

A origem e as raízes da cultura Hip-Hop estão contidas no sul do Bronx em Nova Iorque (EUA). A idéia básica desta cultura era e ainda é: haver uma disputa com criatividade. Não com armas; uma batalha de diferentes (e melhores) estilos, para transformar a violência insensata em energia positiva.

Este bairro experimentou mudanças radicais durante os anos 60 por causa de construções urbanas mal planejadas (construíram uma via expressa no coração do Bronx, construíram complexos de apartamentos enormes) o que fez com que o bairro ficasse desvalorizado. A classe média que consistia em Italianos, Alemães, Irlandeses e Judeus se mudaram por causa da qualidade decrescente de vida.

Em vez deles, se estabeleceram afro-americanos mais pobres e famílias Hispânicas. Por causa da pobreza crescente os problemas causados por crimes, drogas e desemprego aumentaram.
No ano de 1968 sete adolescentes que se nomearam "Savage Seven" (Sete Selvagens) começaram a aterrorizar o bairro, criando assim a base para algo que dominaria o Bronx durante os próximos 6 anos: as Streetgangs (gangues de rua). Em pouco tempo apareceram outras gangues em todo o bairro, em todas as ruas e esquinas.

Algumas delas: Black Spades, Savage skulls, Seven Immortals, Ching Alling, Seven Nomads, Black Skulls, Seven Crowns, Latin Kings, Young Lords; muitos jovens poderiam ser vistos em todos lugares.

Depois que as atividades das gangues alcançaram o topo da criminalidade em 73, elas começaram a se acabar uma a uma. A razão para isto pode ser encontrada em níveis diferentes. As gangues estavam brigando, muitas estavam envolvidas em crimes, drogas e miséria. E muitos integrantes não quiseram mais se envolver com isso, o tempo estava mudando e as pessoas da década de 70 estavam à procura de festas em clubes, apenas diversão, dançar, curtir a música cada vez mais e mais.

O número de gangues cada vez mais estava diminuindo principalmente porque cada vez mais jovens estavam envolvidos com um movimento e se identificavam com alguma atividade. Pois a idéia básica era competir com criatividade e não com violência.

A força motriz de todas as atividades dentro dos 4 elementos era fugir do anonimato, ser ouvido e visto e espalhar o nome por toda parte. Se alguém quisesse melhorar suas habilidades teria que deixar de fazer coisas ruins (drogas, crimes, etc...) por todo tempo, teria que por sua energia a disposição da cultura e com isso ajudar a trazer mais adiante o próximo nível da Cultura Hip-Hop e desenvolvendo seus elementos cada vez mais inspirando novamente outras pessoas.

Kool Herc é por toda parte conhecido e respeitado como o "pai" da cultura Hip-Hop, ele contribuiu e muito para seu nascimento, crescimento e desenvolvimento.

Nascido na Jamaica, ele imigrou em 1967 (aos 12 anos de idade) de Kingston para Nova Iorque, trazendo seu conhecimento sobre a cena de Sound system (sistema de som, muito tradicional na Jamaica, seria um equipamento de som muito potente ligado na rua para atrair as pessoas).

Consigo também trouxe o "Toast" ao bairro do Bronx (NY), Clive Campbell seu nome de batismo, apelidado "Hercules" pelos alunos de sua sala de aula da escola secundária por causa da aparência física. Mas ele não gostou deste apelido e usou um atalho, criando, "Herc". Então quando ele começou a escrever (tag; assinatura) ele usou seu Tagname de "Kool Herc".

Herc deve ter dito muitas dificuldades para dormir durante a infância devido ao glorioso e grandioso volume libertado pelos sound systems, que batalhavam nas ruas pela atenção do público, cada vez se aumentava mais e mais o volume, quase a ponto de explodir, foi neste ambiente que Herc nasceu e viveu até os 12 anos...

Em meados de 73 ele chamou a atenção como DJ no Bronx, no princípio ele usou o equipamento de som de seu pai, em seguida construiu seu equipamento (auto denominado de Herculords) com enormes caixas de som e muitos seguidores. Em inúmeras Block Parties (festas feitas em blocos de apartamentos abandonados no Bronx e região – veja o filme Beat Street), festas em parques e escolas, logo depois ele fez suas próprias festas em clubes famosos como "Twilight Zone" e "T-connection". A razão do sucesso foi dada pelo fato de fazer as pessoas dançarem sem parar, ele seguiu a filosofia de Soundsystem de seu país, no principio não dando muito certo, tocando Reggae e outros ritmos jamaicanos, até que descobriu o Soul e Funk.

Passado algum tempo, teve um sistema de som mais pesado e mais alto que todos os outros, por outro lado (e provavelmente a razão mais importante) ele criou e desenvolveu uma técnica revolucionária para girar os pratos dos tocas discos.

Ele nunca tocou uma música inteira, mas só a parte que as pessoas mais gostavam: O Break - A parte onde a batida foi tocada da mais pura forma. Os "Breaks" das canções eram só alguns segundos, ele os ampliou usando dois toca-discos com dois discos iguais, dando o nome de Break-Beat, o fundamento musical para B.Boys e B.Girls (Breaker-boys, Breaker-girls: dançarinos que se apavoravam dançando durante estes Breaks) e os MC's (Os Mestres de Cerimônias, artistas no microfone que divertem as pessoas fazendo-as dançar com suas rimas), às vezes comparável ao "Toast" jamaicano, Kool Herc usou algumas frases para fazer as pessoas dançarem e dar boas vindas aos amigos. Mas quando os misturava as batidas ficavam mais complicados, mais concentração, assim foi entretendo a multidão, ficando complicado fazer várias coisas ao mesmo tempo, com o microfone não era mais possível, ele passou o microfone para 2 amigos que representaram o primeiro time de MC: Coke La Rock e Clark Kent. Kool Herc e o soundsystem incluíam os 2 amigos no microfone, ficando em seguida conhecidos por toda parte como "Kool Herc and the Herculords".

Alguns dos breaks mais famosos, foram: Incredible Bongo Band com Apache, James Brown com Funky Drummer e Give it up or turn loose, Herman Kelly dance to the drummers beat, Jimmy Castor Bunch com It´s just begun entre tantos outros...

Afrika Bambaataa (ou Kahyan Aasim - nascido 1957) também tem seu papel de importância no surgimento da cultura Hip-Hop, é por toda parte conhecido e respeitado como o "padrinho" ou o "avô" da cultura Hip-Hop, reunindo tudo e propondo a base para a cultura. Era membro e líder de uma das maiores gangues, "Black Spades" também era um colecionador de discos fanático. Embora já estivesse trabalhando como DJ em festas desde 70, ele adquiriu mais interessado pela cultura Hip-Hop depois de ter visto Kool Herc nos toca-discos em 1973 e assim foi DJ no "Bronx River Commity Center" onde teve seu próprio soundsystem. Ao mesmo tempo a gangue dele começou a desaparecer, logo depois formou uma pequena ONG chamada de "Bronx River Organization" que logo após passou a se chamar "The Organization", por ter feito parte uma gangue anteriormente ele teve um publico fiel que consistiu em membros de gangues anteriores.

Por volta de 74 ele reorganizou "The Organization" e renomeou de "Zulu Nation", inspirado pelos estudos feitos sobre a história africana (ele ficou impressionado pelos "Zulus" pois lutavam com honra e armas simples contra o colonialismo e o poder, apesar de aparentemente inferiores). 5 dançarinos uniram-se a organização usando o nome de "Shaka Zulu King" ou simplesmente "Zulu Kings" com os gêmeos "Nigger Twins" eram eles os primeiros B.Boys sempre gritando de alegria. A "Zulu Nation" organizou festas e reuniões a qual os membros, principalmente Afrika Bambaataa passou o conhecimento sobre a cultura Hip-Hop para as pessoas, como era possível dar as pessoas uma alternativa para a saída das gangues e drogas.

Love Bug Starski foi quem propôs a junção dos elementos da cultura Hip-Hop, foram Afrika Bambaataa e a Zulu Nation que uniram os elementos diferentes e os formaram para uma única cultura.

A idéia de Afrika Bambaataa era transformar o negativismo das gangues em energia positiva, pois perdera o melhor amigo em uma guerra das gangues, no tempo que fizera parte de uma gangue. Cansado disso, pensou em fazer algo para mudar esta situação, as pessoas estavam cada vez mais ocupados com o Hip-Hop, em mostrar suas habilidades da melhor forma possível nas festas.

GrandMaster Flash completa a trilogia dos DJ´s pioneiros, o terceiro DJ mais importante do inicio da cultura Hip-Hop, teve a brilhante idéia de incluir artesanalmente a sua mesa de mixagem um botão (cross-fader) que lhe permitia passar de um disco para outro sem haver quebra de som. Aprendendo com Herc que os breaks de Funk eram o combustível preferido dos B-Boys e com Bambaataa onde os ir buscar, Flash incendiou tudo ao trazer para o palco os “skills” (capacidade tecnica de misturar os discos e faze-los fluir de forma irrepreensivel.

O MC começou por ser uma mera sombra do DJ, limitado a empolgar ao microfone as pessoas, que lhe pagava o ordenado e funcionando quase como “locutor de festas” ou mestre de cerimónias que não só usava o microfone para comunicar à multidão qual a última celebridade do gueto (ghetto celebrity) a entrar no clube (“hey ya’ll, my man Timmy T is in the house!”) como também tinha um papel importante, deixava todos saberem que havia uma mãe à espera do seu filho à porta (“yo, Little Jimmy, stop spinnin’ and head to the door!”). Com o tempo, as rimas foram ficando mais elaboradas, mais complexas e, tal como os “skills” do DJ lhe davam popularidade, as habilidades do MC ao microfone começaram a ser decisivas para arrancar aplausos da multidão.

Bem, assim seria o Hip-Hop para muitos, DJs descobrindo e criando os break-beats, MC's rimando, B.Boys dançando e a maioria dos membros da cultura Hip-Hop também eram escritores. Bambaataa os usou para espalhar sua mensagem, "lutar com criatividade, não com violência!" Com a integração dos 4 elementos da cultura Hip-Hop, a vontade de competir era geral, empurrando todos permanentemente a melhorar e ser o mais criativo possível.

Assim, era como uma lei não escrita, que, todo mundo criava seu próprio estilo, sem copiar o próximo, sem roubar as idéias do outro. Outra lei respeitada era: Paz, unidade, amor e divertimento. A base para os diferentes elementos já estava pronta, mas com a integração da cultura Hip-Hop foi acelerado o desenvolvimento rapidamente dos elementos

CULTURA HIP HOP

Hip-Hop é uma cultura que consiste em 4 subculturas ou subgrupos, baseadas na criatividade. Um dos primeiros grupos seria, e se não o mais importante da cultura Hip-Hop, por criar a base para toda a cultura, o DJing é o músico sem “instrumentos” ou o criador de sons para o RAP, o B.Boying (a dança B.Boy, Poppin, Lockin e Up-rockin) representando a dança, o MCing (com ou sem utilizar das técnicas de improviso) representa o canto, o Writing (escritores e/ou graffiteiros) representa a arte plástica, expressão gráfica nas paredes utilizando o spray.

O Hip-Hop não pode ser consumido, tem que ser vivido (não comprando roupas caras, mais sim melhorando suas habilidades em um ou mais elementos dia a dia). É um estilo de vida.... Uma ideologia...uma cultura a ser seguida...

A "consciência" ou a "informação" na minha opinião não pode ser considerada como elemento da cultura, pois isso já vem inserido às culturas do DJing, B.BOYing, MCing e Escritor/WRITing (Graffiteiros), ou seja aos elementos da cultura Hip-Hop, mais é válido para a nova geração, dizendo se fazer parte da cultura Hip-Hop sem ao menos conhecer os criadores da cultura e suas reais intenções.

O QUE É O HIP HOP?

Hip hop é o ritmo da vida!

O nome de "HIP HOP" teve origem ao jogo com os movimentos de dança da época: quadris “hip” e saltos “hop” ou o significado de “hip”= “cool” e “hop”= “dance”!

Hip hop não é so mais um estilo de musica, mas sim uma história de muitas batalhas percurridas ao longo de vidas.

O hip hop tem cinco pilares (DJ, Rap, MC, Breakdance e Graffiti.) os principipais são: RAP, BREAKDANCE e GRAFFITI...

O hip hop é a convergência entre movimento musical ectrónico e a cultura jovem urbana.

Isso aconteceu quando o mundo percebeu que a disco não prestava???

Sim é isso mas dizendo com coração o que é o hip hop???

Hoje, para maioria das pessoas o hip hop é ostentação.

Mas o que era antes da ostentação???

O que era antes dos Escalade, das armas de 9mm e das exibicionistas???

Hip hop...

É uma forma de comunicação inter-cultural.

É um estilo de vida, uma língua, uma moda...

É simples e é complexo!

Trata-se de pôr em questão o que está estabelecido, trata-se de fazer uma nova comicação de tudo o que já existe...

O hip hop é a descoberta de uma nova voz, de uma nova pessoa...

Mas o que o hip hop realmente é pode ser resumido em apenas três palavras...

                                          

COMO SUBIR NA VIDA?

Subir na vida é uma expressão usada há anos. Mas o que é realmente subir na vida? Subimos na vida através de um novo emprego, subimos na vida conquistando um novo amor, subimos na vida até mesmo pegando um elevador. O mais intriga as pessoas é na hora de explicar o que é subir na vida. Muitos nem mesmo sabem o que dizer, ou inventam qualquer coisa somente para responder. O “subir na vida” deve ser entendido como um todo.

Vontade de subir na vida

Ser um pai ou mãe melhor, aumentar a qualidade de vida, ganhar mais dinheiro, ter uma boa saúde, encontrar o equilíbrio entre as obrigações e o que se quer fazer. Subir na vida quando é somente atrelado a ganhar mais dinheiro não é uma subida completa, subimos somente a metade do caminho, não chegamos lá.

Entenda como subir na vida

O que quero dizer com tudo isso é que subir na vida é como a prosperidade, se tenho muita saúde e pouco dinheiro, não estou próspero. Se tenho muito dinheiro e pouca saúde, também não sou próspero. Subir na vida é necessário, é uma evolução. Subir na vida é ser melhor a cada dia, é tratar outros como gostaria de ser tratado, respeitar a natureza e tudo que está a nossa volta. Subir na vida é evoluir a cada dia.

SUBIR NA VIDA

Para subir na vida não
precisa roubar, matar,
prostituir-se
ou invejar o seu próximo.
Tudo que vem fácil,
também acaba
fácil. Cada um sabe de si,
sabe o que faz, o ser
humano é um
ser insatisfeito, por mais
que esteja no topo, as
necessidades vai lhe levar
a querer sempre mais.
Entrando
no mundo das drogas,
delinquência, alcoolismo
só estamos
a procurar para a desgraça
em nossas vidas. Tenham
mais
amor próprio, respeita-te.
Seja decente, respeitoso,
humilde
e tenha amor a camisola
em tudo que fases para o
seu bem.
Não faça o uso de bebidas
alcoólicas. Lembre-se há
vários
tipos de líquidos, mas só
um é que mata a sede;)